O Quarto de Jack – Resenha

Em uma breve conversa com uma colega sobre bons filmes, fui questionada se já havia assistido O Quarto de Jack. Confesso que nunca tive a intenção de assistir esse a filme, e quando a mesma pessoa que me questionou descreveu um pouco sobre ele – alerta de spoillers por aqui -, tive uma repulsa inicial completa. Aliás, antes e depois. O considero um filme bem pesado. Embora sua classificação seja de 14 anos, ele não é, de fato, para qualquer um.

Baseado no livro de mesmo nome cuja autora é Emma Donoghue, O Quarto de Jack conta a história de Joy (Brie Larson), que é mantida em cativeiro desde os 17 anos. Jack (Jacob Tremblay), nascido no quarto, filho do “Velho” Nick (Sean Bridgers) é quem consegue trazer sua mãe para fora do cárcere. Sendo apenas uma criança de cinco anos, que não teve contato com nada fora do quarto, Jack começa a ser apresentado as coisas com que tanto sonhava em sua imaginação e a sua nova família.

Ainda que não seja baseado em fatos reais, a história se torna pesada por todas as situações e não dá para fugir disso. Mesmo com todos os motivos agonizantes de se estar ali, Joy constroi para o filho um conforto, lhe envolve com um mundo imaginário para mantê-lo feliz como criança. Com a juventude acabada em uma barbárie e transformada em mãe de modo abrupto, o Jack é uma criação incrível de amor – de tirar lágrimas sim. E que interpretação incrível a do Jacob!

Talvez o final do filme não tenha agradado a todos. Acontece que, a aparição do sequestrador se torna um almejo a cada segundo após a liberdade de Joy. Uma das cenas mais aflitas do filme, é quando o Jack fica dentro da viatura aguardando a chegada da mãe de frente a casa do sequestrador, com apenas um policial. E tudo aparenta sossegado demais, as expectativas de desastre não fogem até o fim da última cena.

Ainda que seja um filme com uma história impactante, o diretor Lenny Abrahamson não conseguiu chegar ao final com o mesmo gás do inicio.  E, mesmo assim, analisando a personalidade de Jack em antes e depois do cárcere, o filme vale as emoções sentidas.

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