O março em que fui embora

Eu não fico horas no celular antes de dormir, não sou dessas não. Mas todo mundo diz. Todo mundo fala de vícios em redes sociais, vício? Tanta coisa melhor que Facebook pela internet, eu iria passar horas em um feed onde só surgem fofoca e indiretas da vida de gentinhas que não sabem o que é guardar os seus amores mal sucedidos.

As pessoas generalizam toda faixa de idade como se todos fossem vagabundos que só pensam em jogar as bostas de seus tempos perdidos em dialetos de lixo cheios de cheiros e fumaças. É de lei? Mesmo se fosse, seria uma lei pela qual eu não iria andar.

Perdi muito tempo gastando miolos e salivas com quem não vale os segundos amados que se passam. Eu hipervalorizo porque um dia eu não recolhi nenhum valor ao tentar colher o que não se plantou. Já corri demais pelas noites escuras, esperando colher algo bom que tinha plantado no passado. Ilusão, todas as fendas por onde eu passei, estavam vazias.

Estou eu, da mesma forma que estive antes, mais intensa e escrevendo melhor, confesso, porém, viajando em livros e sabores de guitarras e ainda mais simples que nunca. Estou escrevendo meu nome, pra que um dia, venham ter a infeliz certeza, de que eu não era a igualdade a quem geral falava de só ter pudor.

E prometo, que ainda vão gastar seus queridos tempos, seus esbulhos chamados de bocas, suas bostas de mente globalizadas, lendo todas as porcarias que eu trabalhei anos, quando vocês trocavam a palavra combatente por piranha, pra suprir o desejo de esculpir de mim, o escrever.

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